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sábado, 27 de julho de 2013

No 6º dia, Papa pede diálogo, paz em protestos e que jovens 'saiam às ruas' Francisco falou para multidão de 3 milhões de pessoas em Copacabana. Papa defendeu Estado laico; neste domingo, pontífice se despede do país.

Em seu penúltimo dia no país, o Papa Francisco engrossou o discurso político contra a desigualdade, pela aproximação dos mais pobres e pediu que jovens de todo o mundo, aqueles que querem ser "protagonistas da mudança", "sigam superando a apatia" de forma "ordenada e pacífica": "Saiam às ruas!".
Francisco defendeu ainda o Estado laico, segundo o pontífice, “favorável à pacífica convivência entre religiões diversas”. Neste domingo, o Papa se despede do Brasil com uma missa em Copacabana onde, neste sábado (27), abriu uma vigília para 3 milhões de peregrinos.
Veja como foi o dia do Papa
Tenho acompanhado atentamente as notícias sobre tantos jovens que, em muitas partes do mundo (e também aqui no Brasil), saíram às ruas para expressar o desejo por uma civilização mais justa e fraterna. São jovens que querem ser protagonistas da mudança. Eu os animo a que, de forma ordenada, pacífica e responsável, motivados por valores do Evangelho, sigam superando a apatia e oferecendo uma resposta cristã às inquietudes sociais e políticas presentes em seus países"
Papa Francisco
O primeiro jesuíta e latinoamericano a comandar a Igreja católica participou de diversos eventos neste sábado (27) no Rio de Janeiro. Começou o dia com uma missa a bispos e padres na Catedral Metropolitana de São Sebastião, depois, se encontrou com representantes da sociedade civil e encerrou a maratona falando aos peregrinos, que tomaram completamente a Orla de Copacabana, ocupação histórica no local.
“Tenho acompanhado atentamente as notícias sobre tantos jovens que, em muitas partes do mundo (e também aqui no Brasil), saíram às ruas para expressar o desejo por uma civilização mais justa e fraterna. São jovens que querem ser protagonistas da mudança. Não permitam que outros sejam os protagonistas. O futuro vai chegar através de vocês!”, disse o Papa. “Eu os animo a que, de forma ordenada, pacífica e responsável, motivados por valores do Evangelho, sigam superando a apatia e oferecendo uma resposta cristã às inquietudes sociais e políticas presentes em seus países. Jesus não ficou preso dentro de um casulo, saiam às ruas, como fez Jesus”, pediu Francisco. (Leia a íntegra do discurso ao final)
O Papa fez três discursos ao longo de todo o dia. O último foi iniciado com uma ressalva à alteração da vigília dos peregrinos, que não ocorreu em Guaratiba, na Zona Norte fluminense, em razão de alagamentos provocados pela chuva. "Acredito que podemos aprender alguma coisa com o que aconteceu nos últimos dias. Não estaria o Senhor querendo nos dizer que o verdadeiro campo da fé, o verdadeiro campus fidei, não é um lugar geográfico além de nós mesmos?"
Francisco foi aplaudido ao fazer uma metáfora de fé usando a paixão dos brasileiros pelo futebol, o campo como lugar de treinamento da religião. "Jesus nos pede que o sigamos por toda a vida, pede que sejamos seus discípulos, que 'joguemos no seu time'. Jesus nos oferece algo muito maior do que a Copa do Mundo!"
Favorável à pacífica convivência entre religiões diversas é a laicidade do Estado que, sem assumir como própria qualquer posição confessional, respeita e valoriza a presença do fator religioso na sociedade, favorecendo as suas expressões concretas"
Papa Francisco
Mais cedo, ele falou a representantes da sociedade civil, em evento que, inicialmente, foi divulgado pela Jornada Mundial da Juventude como encontro com a classe dirigente. “Quando os líderes dos diferentes setores me pedem um conselho, a minha resposta é sempre a mesma: diálogo, diálogo, diálogo”, disse Francisco no mais politizado discurso até agora no Brasil.
O Papa afirmou que o futuro exige uma “visão humanista da economia e uma política que realize cada vez mais e melhor a participação das pessoas, evitando elitismos e erradicando a pobreza”. “Que ninguém fique privado do necessário, e que a todos sejam asseguradas dignidade, fraternidade e solidariedade: esta é a via a seguir”, afirmou.
Falando em castelhano à sociedade brasileira, Francisco condenou a violência. Durante sua permanência no Rio, ocorreram vários protestos violentos no Rio de Janeiro e em São Paulo. Segundo o Papa, “entre a indiferença egoísta e o protesto violento, há uma opção sempre possível: o diálogo”. “O diálogo entre as gerações, o diálogo com o povo, a capacidade de dar e receber, permanecendo abertos à verdade”, defendeu.
“É impossível imaginar um futuro para a sociedade, sem uma vigorosa contribuição das energias morais numa democracia que evite o risco de ficar fechada na pura lógica da representação dos interesses constituídos”, completou.
Estado laico
Francisco defendeu ainda o estado laico. “Será fundamental a contribuição das grandes tradições religiosas, que desempenham um papel fecundo de fermento da vida social e de animação da democracia. Favorável à pacífica convivência entre religiões diversas é a laicidade do Estado que, sem assumir como própria qualquer posição confessional, respeita e valoriza a presença do fator religioso na sociedade, favorecendo as suas expressões concretas”, disse.
Com as palavras de Madre Teresa de Calcutá, Francisco pediu que os religiosos abandonem o pragmatismo e a “cultura do descartável”. Ele criticou a "cultura da exclusão" na sociedade, na qual "não há lugar para o idoso, para a criança".
Segundo Francisco, é importante valorizar a “originalidade dinâmica que caracteriza a cultura brasileira, com a sua extraordinária capacidade para integrar elementos diversos”. Em seguida, clamou pela responsabilidade social, “partindo da própria responsabilidade e do interesse pelo bem comum”. “Somos responsáveis pela formação de novas gerações, capacitadas na economia e na política, e firme nos valores éticos”, disse o Papa.
papa com crianças no municipal (Foto: Reprodução/GloboNews)Papa Francisco recebe flores no Theatro Municipal
(Foto: Reprodução/GloboNews)
Atuação em favelas
O Papa também afirmou que não é preciso ir longe para evangelizar. O primeiro lugar é “a própria casa, o ambiente de estudo ou de trabalho, a família e os amigos”. Mas também é preciso uma “cultura de encontro”. “É nas favelas, nos cantegriles, nas vilas miséria, que nós devemos ir procurar e servir a Cristo. Devemos ir até eles como o sacerdote se aproxima do altar, cheio de alegria”, afirmou.
“Não podemos ficar encerrados na paróquia, nas nossas comunidades, quando há tanta gente esperando o Evangelho! Não se trata simplesmente de abrir a porta para acolher, mas de sair pela porta fora para procurar e encontrar”, pediu ele aos bispos e sacerdotes.
Meus amigos! Vocês são o campo da fé! Vocês são os atletas de Cristo! Vocês são os construtores de uma Igreja mais bela e de um mundo melhor."
Papa Francisco
Francisco deixou a residência no Sumaré, na Zona Norte, em carro fechado por volta das 8h. No Centro, ele embarcou no papamóvel e percorreu o resto do trajeto até a igreja com o papamóvel, de onde acenou para os fiéis e beijou algumas crianças.
Por volta de meio-dia, recebeu do pataxó Ubiraí um cocar que o indígena ganhou de presente do pai quando era criança, em cerimônia no Theatro Municipal.
Francisco também invocou São Francisco para invocar a humildade dos cristãos, conclamando os peregrinos a não serem "cristãos de fachada, de nariz empinado".
“Meus amigos! Vocês são o campo da fé! Vocês são os atletas de Cristo! Vocês são os construtores de uma Igreja mais bela e de um mundo melhor. Elevemos o olhar para Nossa Senhora. Ela nos ajuda a seguir Jesus, nos dá o exemplo com o seu ‘sim’ a Deus: ‘Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua Palavra’. Também nós o dizemos a Deus, juntos com Maria: faça-se em mim segundo a Tua palavra. Assim seja!”, concluiu o Papa Francisco.
Leia a íntegra do discurso do Papa ao abrir a vigília em Copacabana:
“Queridos jovens,
Acabamos recordar a história de São Francisco de Assis. Diante do Crucifixo, ele escuta a voz de Jesus que lhe diz: 'Francisco, vai e repara a minha casa'. E o jovem Francisco responde, com prontidão e generosidade, a esta chamada do Senhor: 'Repara a minha casa. Mas qual casa?' Aos poucos, ele percebe que não se tratava fazer de pedreiro para reparar um edifício feito de pedras, mas de dar a sua contribuição para a vida da Igreja; tratava-se de colocar-se ao serviço da Igreja, amando-a e trabalhando para que transparecesse nela sempre mais a Face de Cristo.
Também hoje o Senhor continua precisando de vocês, jovens, para a sua Igreja. Queridos jovens, o senhor precisa de vocês. Também hoje ele chama a cada um de vocês para segui-lo na sua Igreja, para serem missionários. Queridos jovens, o Senhor hoje nos chama. Não a todos e sim a cada um de vocês, individualmente. Escutem essa palavra nos seus corações, que fala a vocês.
Acredito que podemos aprender algo com o que aconteceu nos últimos dias. Tivemos que cancelar o evento em Guaratiba. Será que o Senhor não quer nos dizer que o verdadeiro campo da fé, não é um lugar geográfico, mas sim nós mesmos? Sim. É verdade, cada um de nós e de vocês. Eu e vocês todos aqui, somos discípulos missionários. O que quer dizer isso? Que nós somos o campo da fé de Deus.
Partindo do campo da fé, pensei em três imagens que podem nos ajudar a entender melhor o que significa ser um discípulo missionário: a primeira, o campo como lugar onde se semeia; a segunda, o campo como lugar de treinamento; e a terceira, o campo como canteiro de obras.
Primeiro: o campo como lugar onde se semeia. Todos conhecemos a parábola de Jesus sobre um semeador que saiu pelo campo. Algumas sementes caem à beira do caminho, em meio às pedras, no meio de espinhos e não conseguem se desenvolver; mas outras caem em terra boa e dão muito fruto (cf. Mt 13,1-9). O próprio Jesus explicou o sentido da parábola: a semente é a Palavra de Deus que é semeada nos nossos corações (cf. Mt 13,18-23). Hoje, de modo especial, Jesus está semeando, tornando-nos o campo da fé. Deus faz tudo, mas vocês têm que permitir que Ele trabalhe nesse crescimento. Jesus nos diz que as sementes, que caíram à beira do caminho, em meio às pedras e em meio aos espinhos não deram fruto. Qual terreno somos ou queremos ser? Escutamos o Senhor, mas na vida não muda nada, pois nos deixamos tumultuar por tantos apelos superficiais? E eu lhes pergunt: ‘sou um jovem atordoado ou um jovem com pedras no terreno? Terei eu o costume de jogar dos dois lados, ficar de bem com Deus e com o Diabo? Receber as sementes de Deus e manter os espinhos? Acolher Jesus com entusiasmo, mas ser inconstantes e diante das dificuldades não ter a coragem de ir contra a corrente; ou somos como o terreno com os espinhos?

Mas, hoje, tenho a certeza que a semente está caindo numa terra boa, ouvimos esses testemunhos. A pessoa diz que não é terra boa: 'sou cheio de espinhos, Santo Padre'. Mas mantenham sempre um pedacinho de terra boa. Eu sei que vocês querem ser terra boa. O cristão quer ser isso, um cristão de verdade, não cristãos de fachada, mas sim autênticos. Sei que querem ser cristãos autênticos. Tenho a certeza que vocês não querem viver na ilusão de uma liberdade que se deixe arrastar pelas modas e as conveniências do momento.
Sei que vocês apostam em algo grande, em escolhas definitivas que deem pleno sentido para a vida. É assim ou estou errado? Se é assim, façamos o seguinte. Todos em silêncio, olhando para dentro e cada um fale com Jesus que quer receber a semente. Olhe: 'Jesus, tenho pedras, tenho espinhos, mas tenho esse canto de boa terra'. Semeie. E em silêncio, permitem que Jesus plantem sua semente em boa terra. Cada um sabe o nome da semente que foi plantada agora. E Deus vai cuidar dela.

Segundo: o campo como lugar de treinamento. Jesus nos pede que o sigamos por toda a vida, pede que sejamos seus discípulos, que 'joguemos no seu time'. Acho que a maioria de vocês ama os esportes. E aqui no Brasil, como em outros países, o futebol é uma paixão nacional. Sim ou não? Pois bem, o que faz um jogador quando é convocado para jogar em um time? Deve treinar, e muito! Também é assim na nossa vida de discípulos do Senhor. São Paulo nos diz: 'Todo atleta se privam de tudo. Eles assim procedem, para conseguirem uma coroa corruptível. Quanto a nós, buscamos uma coroa incorruptível!' (1Co 9, 25). Jesus nos oferece algo muito superior que a Copa do Mundo! Algo maior que a Copa do Mundo!
Oferece-nos a possibilidade de uma vida fecunda e feliz e nos oferece também um futuro com Ele que não terá fim: a vida eterna. É o que Jesus oferece. Mas ele nos cobra um ingresso. Jesus pede que treinemos para estar 'em forma', para enfrentar, sem medo, todas as situações da vida, dando testemunhos de fé. Como? Através do diálogo com Ele: a oração, que é diálogo diário com Deus que sempre nos escuta.

Agora vou perguntar. 'Eu rezo? Eu falo com Jesus ou tenho medo do silêncio?' Deixe que o Espírito Santo fale aos seus corações. Pergunte a Jesus: 'O que quer que eu faça? O que quer da minha vida?' Isso é treinar. Conversem com Jesus. E se cometerem um erro, um deslize, não temam. 'Jesus, olha o que eu fiz, o que faço agora?' Mas sempre fale com Jesus, nos bons e maus momentos, não tema. Assim vai se treinando o diáologo com Jesus. E também através dos sacramentos; através do amor fraterno, do saber escutar, do compreender, do perdoar, do acolher, do ajudar os demais, qualquer pessoa sem excluir nem marginalizar ninguém. Esses são os treinamentos: a oração, os sacramentos e o serviço ao próximo. Vamos repetir: oração, sacramentos e ajuda aos demais.
Terceiro: o campo como canteiro de obras. Como vemos aqui, como tudo isso foi construído. Os jovens caminharam e construíram juntos. Quando o nosso coração é uma terra boa que acolhe a Palavra de Deus, quando se 'sua a camisa' procurando viver como cristãos, nós experimentamos algo maravilhoso: nunca estamos sozinhos, fazemos parte de uma família de irmãos que percorrem o mesmo caminho; somos parte da Igreja, mais ainda, tornamo-nos construtores da Igreja e protagonistas da história. Fizeram assim como São Francisco: construir e reparar a Igreja.
Querem construir a Igreja? Estão animados? E amanhã vão se esquecer que disseram 'sim'? Todos somos parte da Igreja. Nos transformamos em construtores da Igreja e protagonistas da História. Sejam protagonistas, não fiquem na fila da História. Joguem sempre na linha de frente, no ataque! São Pedro nos diz que somos pedras vivas que formam um edifício espiritual (cf. 1Pe 2,5). E, olhando para este palco, vemos que ele tem a forma de uma igreja, construída com pedras, com tijolos. Na Igreja de Jesus, nós somos as pedras vivas, e Jesus nos pede que construamos a sua Igreja; cada um de nós somos uma pedrinha da construção. Se faltar essa pedrinha, quando chover, vai alagar tudo. E devemos construir uma grande Igreja. Não construir uma capelinha, onde cabe somente um grupinho de pessoas. Jesus nos pede que a sua Igreja viva seja tão grande que possa acolher toda a humanidade, que seja casa para todos! Ele diz a mim, a você, a cada um: 'Ide e fazei discípulos entre todas as nações'! Nesta noite, respondamos-lhe: Sim, também eu quero ser uma pedra viva; juntos queremos edificar a Igreja de Jesus!
Eu quero ir e ser construtor da Igreja de Cristo! Repitam isso. Agora é com vocês. 'Eu quero ir e ser construtor da Igreja de Cristo'. Quero que pensem nisso. No coração jovem de vocês, existe o desejo de construir um mundo melhor. Acompanhei atentamente as notícias a respeito de muitos jovens que, em tantas partes do mundo, saíram pelas ruas para expressar o desejo de uma civilização mais justa e fraterna. Os jovens nas ruas querem ser protagonistas da mudança. Não deixam que outros sejam protagonistas, sejam vocês. Vocês têm o futuro nas mãos. Por vocês, é que o futuro chegará. Peço que vocês também sejam protagonistas, superando a apatia e oferecendo uma resposta cristã às questões políticas que se colocam em diversas questões do mundo. Envolvam-se num mundo melhor. Não sejam covardes, metam-se, saiam para a vida. Jesus não ficou preso dentro de um casulo. Saiam às ruas como fez Jesus.
Mas, fica a pergunta: por onde começar? A quem vamos pedir que se comece isso ou aquilo? Quando perguntaram a Madre Teresa de Calcutá o que devia mudar na Igreja, por onde começaríamos a mudar, e ela respondeu: você e eu! Ela tinha muita garra e sabia por onde começar. Repito as palavras de Madre Teresa: começamos por mim e por você. Faça essa mesma pergunta: se tenho que começar por mim mesmo, por onde devo começar? Abra seus corações para que Jesus lhes fale.
Queridos amigos, não se esqueçam: vocês são o campo da fé! Vocês são os atletas de Cristo! Vocês são os construtores de uma Igreja mais bela e de um mundo melhor. Elevemos o olhar para Nossa Senhora. Ela nos ajuda a seguir Jesus, nos dá o exemplo com o seu 'sim' a Deus: 'Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua Palavra' (Lc1,38). Também nós o dizemos a Deus, juntos com Maria: faça-se em mim segundo a Tua palavra.
Assim seja!"

No Twitter, Papa pede que jovens rezem para conhecer Jesus 'Esse é o modo de conhecer Jesus e fazê-lo entrar na própria vida', postou. Francisco escreveu três posts na rede social neste sábado (27).


Twitter Papa Francisco (Foto: Reprodução/ Twitter)Pouco antes de chegar à Copacabana, na noite deste sábado (27), o Papa Francisco postou em seu Twitter: "Queridos jovens, possam vocês aprender a rezar todos os dias:esse é o modo de conhecer Jesus e fazê-Lo entrar na própria vida". Esta foi a terceira mensagem do dia escrita pelo Pontífice.
A estimativa de público para este sábado (27), em Copacabana, é de três milhões de pessoas.
Acompanhe em tempo real o dia do Papa
Na vigília, transferida de Guaratiba para Copacabana após as chuvas que alagaram o Campo da Fé, os peregrinos poderão montar barracas e estender sacos de dormir na areia.
Anteriormente, a organização da JMJ havia vetado a montagem de barracas na praia.
“Não tem proibição de ninguém acampar, está totalmente liberado. Está tudo dominado nas areias de Copacabana”, afirmou Paes.
O prefeito voltou a criticar a desorganização do evento. “Acho que perdemos as primeiras batalhas, mas vamos ganhar a guerra”, falou.
Mais cedo, o prefeito concedeu outra entrevista coletiva, no Centro de Operações da Prefeitura do Rio, na Cidade Nova. "Eu só descanso quando imagino que o Papa vai dormir. O Papa papou o Rio", disse Paes, que acrescentou também que a cada dia o povo está mais organizado:
"A gente está valorizando as falhas, mas o que aconteceu em Copacabana foi lindo. Tudo ordenado. Estamos tendo um evento atrás do outro e está tudo lindo. A saída das pessoas está melhorando dia a dia. A gente vai ter sempre um grau de tumulto porque é muita gente, mas eu acho que a gente está avançando muito. A gente está cada dia mais organizado. Aqueles problemas que a gente enfrentou no início,  já estão sendo superados", completou o prefeito.
Eduardo Paes aproveitou também para parabenizar os peregrinos pelo respeito às regras, como atravessar na faixa de pedestre e não jogar lixo na rua.
"É uma coisa incrível. A gente em média, em uma noite de réveillon -, nós estamos indo para a terceira noite -, coleta 300 toneladas de lixo. Nessas quatro noites até agora, nós só coletamos 47 toneladas. Para a gente ver o grau de civilização e de consciência dos peregrinos. Os peregrinos só atravessam na faixa. É um respeito às regras, um negócio incrível. Seria um belo legado para a cidade a gente fincar essa cultura de ver que o lixo que a gente joga no espaço público é custo de todo mundo. É muito legal isso", disse.
"A gente costuma comparar a vinda do Papa a dimensão de um reveillon, só que tem diferenças fantásticas. É uma população muito pacífica, muito ordeira, muito respeitadora de regras. A cidade está reagindo muito bem. A festa em Copacabana foi linda", disse.

Luan Santana canta para o Papa Francisco durante JMJ Francisco fala para multidão de 3 milhões de pessoas em Copacabana. Papa ganhou cocar de tapajó; neste domingo, pontífice se despede do país


O cantor Luan Santana participa da cerimônia de abertura da vigília no 6º dia de Jornada Mundial da Juventude em Copacabana. Ele cantou no palco em frente ao Papa Francisco. Cerca de 3 milhões de pessoas acompanham o evento neste sábado (27).
Em seu penúltimo dia no país, o Papa Francisco engrossou o discurso político contra a desigualdade, pela aproximação dos mais pobres e pediu que jovens de todo o mundo, aqueles que querem ser "protagonistas da mudança", "sigam superando a apatia" de forma "ordenada e pacífica": "Saiam às ruas!". Francisco defendeu ainda o estado laico, segundo o pontífice, “favorável à pacífica convivência entre religiões diversas”. Neste domingo, o Papa se despede do Brasil com uma missa em Copacabana onde, neste sábado (27), abriu uma vigília para 3 milhões de peregrinos.
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luan santana canta para o papa (Foto: Reprodução/GloboNews)Luan Santana canta para o Papa no palco da JMJ (Foto: Reprodução/GloboNews)
luan santana e papa (Foto: Reprodução/GloboNews)Luan Santana canta para o Papa Francisco (Foto: Reprodução/GloboNews)
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Calçadão de Copacabana vira acampamento para peregrinos Problemas no acesso a transportes faz jovens descartarem volta para casa. No domingo (28), padre celebra missa às 10h em palco na praia.

 Peregrinos acampam no calçadão de Copacabana (Foto: Lívia Torres/G1)
A Jornada Mundial da Juventude (JMJ) está quase no fim, mas os fiéis nem parecem sentir os efeitos das longas caminhadas e as dificuldades para permanecer bem perto do Papa, na praia de Copacabana. Neste sábado (27), dia da vigília, onde muita gente vai virar a noite na praia, o calçadão foi tomado por colchões infláveis, sacos de dormir e até bóias de piscina. Tudo para tentar um pouco de conforto na fria madrugada do Rio de Janeiro.
Um grupo de Paraná chegou por volta das 13h30 e conseguiu garantir um espaço na concorrida calçada. "A gente está hospedado em Santa Cruz. Essa mudança de Guaratiba para cá não foi boa para gente. Hoje tivemos que encarar 1h30 dentro de um trem para chegar aqui. Agora só vamos sair amanhã", disse Raissa Faxina.
A maior dificuldade para os peregrinos passarem a noite na praia mais famosa do Rio de Janeiro continua sendo o banheiro.
"Não posso ficar segurando muito porque posso até pegar uma infecão. A gente não queria ficar dormindo na rua, mas não tivemos alternativa. Não dava pra pagar uma diária no Copacabana Palace", afirmou Lucilene Dias, moradora de Bangu.

Em discurso a líderes civis, Papa cita protestos e pede diálogo com o povo Francisco disse que o estado laico permite convivência pacífica de religiões. Jovem falou sobre como abandonou as drogas após entrar para igreja.



Um país cresce, quando dialogam de modo construtivo as suas diversas riquezas culturais: cultura popular, cultura universitária, cultura juvenil, cultura artística e tecnológica, cultura econômica e cultura familiar e cultura da mídia"
Papa Francisco
O Papa Franscisco pediu neste sábado (27), em encontro com representantes da sociedade civil no Theatro Municipal, no Rio de Janeiro, "diálogo construtivo" para enfrentar o presente. "Entre a indiferença egoísta e o protesto violento, há uma opção sempre possível: o diálogo. O diálogo entre as gerações, o diálogo com o povo, a capacidade de dar e receber, permanecendo abertos à verdade", afirmou o pontífice (leia a íntegra do discurso no final da reportagem).
Acompanhe em tempo real o dia do Papa.
"Um país cresce, quando dialogam de modo construtivo as suas diversas riquezas culturais: cultura popular, cultura universitária, cultura juvenil, cultura artística e tecnológica, cultura econômica e cultura familiar e cultura da mídia. É impossível imaginar um futuro para a sociedade, sem uma vigorosa contribuição das energias morais numa democracia que evite o risco de ficar fechada na pura lógica da representação dos interesses constituídos", disse.
Segundo Francisco, "é impossível imaginar um futuro para a sociedade, sem uma vigorosa contribuição das energias morais numa democracia que evite o risco de ficar fechada na pura lógica da representação dos interesses constituídos".
Favorável à pacífica convivência entre religiões diversas é a laicidade do Estado que, sem assumir como própria qualquer posição confessional, respeita e valoriza a presença do fator religioso na sociedade, favorecendo as suas expressões concretas"
Papa Francisco
Para o Papa, "será fundamental a contribuição das grandes tradições religiosas". "Favorável à pacífica convivência entre religiões diversas é a laicidade do Estado que, sem assumir como própria qualquer posição confessional, respeita e valoriza a presença do fator religioso na sociedade, favorecendo as suas expressões concretas", afirmou.
"Quando os líderes dos diferentes setores me pedem um conselho, a minha resposta é sempre a mesma: diálogo, diálogo, diálogo. A única maneira para uma pessoa, uma família, uma sociedade crescer, a única maneira para fazer avançar a vida dos povos é a cultura do encontro; uma cultura segundo a qual todos têm algo de bom para dar, e todos podem receber em troca algo de bom", completou Francisco.
Ao final do discurso, o Papa beijou crianças no palco, cumprimentou diversos representantes presentes no teatro e colocou um cocar na cabeça após receber o adereço de líder indígena. Antes dele, o jovem Valmir Júnior, de 28 anos, fez um discurso emocionante, lembrou que foi usuário de drogas e que a igreja o ajudou a se recuperar. Ele destacou ainda que espera que a Jornada Mundial da Juventude "deixe um legado social" para a cidade do Rio de Janeiro.
Missa para bispos
Antes, o pontífice celebrou numa missa a bispos e padres na Catedral Metropolitana de São Sebastião, no Rio de Janeiro, e pediu para os religiosos, citando Madre Tereza de Calcutá, que promovam uma "cultura do encontro" e que sirvam aos pobres nas favelas, tendo "orgulho de nossa vocação". O pontífice criticou a "cultura da exclusão" na sociedade, na qual "não há lugar para o idoso, para a criança", e disse que é preciso ir contra essa tendência.
Francisco deixou a residência no Sumaré, na Zona Norte, em carro fechado por volta das 8h. Já no Centro da capital, ele embarcou no papamóvel e percorreu o resto do trajeto até a igreja com o papamóvel, de onde acenou para os fiéis e beijou algumas crianças. Centenas de peregrinos correram pelas ruas para acompanhar o veículo, que chegou ao templo pouco antes das 9h.
A missa foi restrita a bispos, padres e convidados que vieram de diversas partes do país para a Jornada Mundial da Juventude. Francisco cumprimentou e conversou com religiosos no interior da Catedral na sua chegada.
Ao fim dos primeiros compromissos oficiais do dia, ele segue para a casa no Sumaré, onde almoça com cardeais e integrantes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Às 19h30, Francisco dá início à vigília em Copacabana.
Mudanças no trânsito
O trânsito do Centro e da Zona Sul tem alterações para a caminhada de 9,5 km da Jornada Mundial da Juventude. Os peregrinos que vão participar da vigília e da Missa de Envio irão percorrer da Central do Brasil a Copacabana, onde está montado o palco principal.
O trajeto tem início na Central do Brasil, passando pela Avenida Presidente Vargas, Avenida Rio Branco, Aterro do Flamengo, Enseada de Botafogo e Rua Lauro Sodré, chegando até o bairro de Copacabana pelo Túnel Novo na Rua Princesa Isabel. O bairro será fechado totalmente a partir das 12h, com 24 pontos de bloqueio.
Inicialmente, as cerimônias seriam realizadas em Guaratiba, na Zona Oeste. A transferência para Copacabana foi feita após as chuvas dos últimos dias alagarem o terreno. A caminhada feita pelos jovens até a vigília é uma tradição das Jornadas, e a manutenção dela, fazendo com que os peregrinos andem um longo percurso, foi um pedido feito pela organização (veja no mapa o trajeto da caminhada).
Encenação da Via Sacra
Na sexta (26), o Papa Francisco emocionou os fiéis de Copacabana em seu 5º dia no Brasil, benzendo a estátua de São Francisco de Assis durante sua passagem pela Orla, acenando para os peregrinos rumo à encenação da Via-Sacra e pedindo uma oração em homenagem às vítimas do incêndio da Boate Kiss, ocorrido no início do ano em Santa Maria (RS).
Mais cedo, ele ambém ouviu a confissão de jovens, encontrou menores infratores e rezou o Ângelus, que tratou da importância dos anciãos e das crianças na construção do futuro dos povos. Na mensagem, o pontífice pediu que os jovens presentes enviassem uma saudação aos seus avós.
Confira a íntegra do discurso do Papa:
Excelências,
Senhoras e Senhores!

Agradeço a Deus pela possibilidade de me encontrar com tão respeitável representação dos responsáveis políticos e diplomáticos, culturais e religiosos, acadêmicos e empresariais deste Brasil imenso. Saúdo cordialmente a todos e lhes expresso o meu reconhecimento. Queria lhes falar usando a bela língua portuguesa de vocês mas, para poder me expressar melhor manifestando o que trago no coração, prefiro falar em castelhano. Peço-vos a cortesia de me perdoar! Agradeço as amáveis palavras de boas vindas e de apresentação de Dom Orani e do jovem Walmyr Júnior. Nas senhoras e nos senhores, vejo a memória e a esperança: a memória do caminho e da consciência da sua Pátria e a esperança que esta, sempre aberta à luz que irradia do Evangelho de Jesus Cristo, possa continuar a desenvolver-se no pleno respeito dos princípios éticos fundados na dignidade transcendente da pessoa.
Todos aqueles que possuem um papel de responsabilidade, em uma Nação, são chamados a enfrentar o futuro "com os olhos calmos de quem sabe ver a verdade", como dizia o pensador brasileiro Alceu Amoroso Lima [“Nosso tempo”, in: A vida sobrenatural e o mundo moderno (Rio de Janeiro 1956), 106]. Queria considerar três aspectos deste olhar calmo, sereno e sábio: primeiro, a originalidade de uma tradição cultural; segundo, a responsabilidade solidária para construir o futuro; e terceiro, o diálogo construtivo para encarar o presente.
1. É importante, antes de tudo, valorizar a originalidade dinâmica que caracteriza a cultura brasileira, com a sua extraordinária capacidade para integrar elementos diversos. O sentir comum de um povo, as bases do seu pensamento e da sua criatividade, os princípios fundamentais da sua vida, os critérios de juízo sobre as prioridades, sobre as normas de
ação, assentam numa visão integral da pessoa humana. Esta visão do homem e da vida, tal como a fez própria o povo brasileiro, muito recebeu da seiva do Evangelho através da Igreja Católica: primeiramente a fé em Jesus Cristo, no amor de Deus e a fraternidade com o próximo. Mas a riqueza desta seiva deve ser plenamente valorizada! Ela pode fecundar um processo cultural fiel à identidade brasileira e construtor de um futuro melhor para todos. Assim se expressou o amado Papa Bento XVI, no discurso de abertura da V
Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano, em Aparecida. Fazer que a humanização integral e a cultura do encontro e do relacionamento cresçam é o modo cristão de promover o bem comum, a felicidade de viver. E aqui convergem a fé e a razão, a dimensão religiosa com os diversos aspectos da cultura humana: arte, ciência, trabalho, literatura... O cristianismo une transcendência e encarnação; sempre revitaliza o pensamento e a vida, frente a desilusão e o desencanto que invadem os corações e saltam para a rua.

2. O segundo elemento que queria tocar é a responsabilidade social. Esta exige um certo tipo de paradigma cultural e, consequentemente, de política. Somos responsáveis pela formação de novas gerações, capacitadas na economia e na política, e firmes nos valores éticos. O futuro exige de nós uma visão humanista da economia e uma política que realize cada vez mais e melhor a participação das pessoas, evitando elitismos e erradicando a pobreza. Que ninguém fique privado do necessário, e que a todos sejam asseguradas dignidade, fraternidade e solidariedade: esta é a via a seguir. Já no tempo do profeta Amós era muito forte a advertência de Deus: «Eles vendem o justo por dinheiro, o indigente, por um par de
sandálias; esmagam a cabeça dos fracos no pó da terra e tornam a vida dos oprimidos impossível» (Am 2, 6-7). Os gritos por justiça continuam ainda hoje.

Quem detém uma função de guia deve ter objetivos muito concretos, e buscar os meios específicos para consegui-los. Pode haver, porém, o perigo da desilusão, da amargura, da indiferença, quando as aspirações não se cumprem. A virtude dinâmica da esperança incentiva a ir sempre mais longe, a empregar todas as energias e capacidades a favor das pessoas para quem se trabalha, aceitando os resultados e criando condições para descobrir novos caminhos, dando-se mesmo sem ver resultados, mas mantendo viva a esperança. A liderança sabe escolher a mais justa entre as opções, após tê-las considerado, partindo da própria responsabilidade e do interesse pelo bem comum; esta é a forma para chegar ao centro dos males de uma sociedade e vencêlos com a ousadia de ações corajosas e livres. No exercício da nossa responsabilidade, sempre limitada, é importante abarcar o todo da realidade, observando, medindo, avaliando, para tomar decisões na hora presente, mas estendendo o olhar para o futuro, refletindo sobre as consequências de tais decisões. Quem atua responsavelmente, submete a própria ação aos direitos dos outros e ao juízo de Deus. Este sentido ético aparece, nos nossos dias, como um desafio histórico sem precedentes. Além da racionalidade científica e técnica, na atual situação, impõe-se o vínculo moral com uma responsabilidade social e profundamente solidária.
3. Para completar o “olhar” que me propus, além do humanismo integral, que respeite a cultura original, e da responsabilidade solidária, termino indicando o que tenho como fundamental para enfrentar o presente: o diálogo construtivo. Entre a indiferença egoísta e o protesto violento, há uma opção sempre possível: o diálogo. O diálogo entre as gerações, o diálogo com o povo, a capacidade de dar e receber, permanecendo abertos à verdade. Um país cresce, quando dialogam de modo construtivo as suas diversas riquezas culturais: cultura popular, cultura universitária, cultura juvenil, cultura artística e tecnológica, cultura econômica e cultura familiar e cultura da mídia. É impossível imaginar um futuro para a sociedade, sem uma vigorosa contribuição das energias morais numa democracia que evite o risco de ficar fechada na pura lógica da representação dos interesses constituídos. Será fundamental a contribuição das grandes tradições religiosas, que desempenham um papel fecundo de fermento da vida social e de animação da democracia. Favorável à pacífica convivência entre religiões diversas é a laicidade do Estado que, sem assumir como própria qualquer posição confessional, respeita e valoriza a presença do fator religioso na sociedade, favorecendo as suas expressões concretas. Quando os líderes dos diferentes setores me pedem um conselho, a minha resposta é sempre a mesma: diálogo, diálogo, diálogo. A única maneira para uma pessoa, uma família, uma sociedade crescer, a única maneira para fazer
avançar a vida dos povos é a cultura do encontro; uma cultura segundo a qual todos têm algo de bom para dar, e todos podem receber em troca algo de bom. O outro tem sempre algo para nos dar, desde que saibamos nos aproximar dele com uma atitude aberta e disponível, sem preconceitos. Só assim pode crescer o bom entendimento entre as culturas e as religiões, a estima de umas pelas outras livre de suposições gratuitas e no respeito pelos direitos de cada uma. Hoje, ou se aposta na cultura do encontro, ou todos perdem; percorrer a estrada justa torna o caminho fecundo e seguro.

Excelências,
Senhoras e Senhores!

Agradeço-lhes pela atenção. Acolham estas palavras como expressão da minha solicitude de Pastor da Igreja e do amor que nutro pelo povo brasileiro. A fraternidade entre os homens e a colaboração para construir uma sociedade mais justa não constituem uma utopia, mas são o resultado de um esforço harmônico de todos em favor do bem comum. Encorajo os senhores no seu empenho em favor do bem comum, que exige da parte de todos sabedoria, prudência e generosidade.
Confio-lhes ao Pai do Céu, pedindo-lhe, por intercessão de Nossa Senhora Aparecida, que cumule de seus dons a cada um dos presentes, suas respectivas famílias e comunidades humanas de trabalho e, de coração, a todos concedo a minha Bênção.

Fim da Novela: RÁDIO REGIONAL É COMPRADA PELO GRUPO DE OPOSIÇÃO

O poder financeiro de membros do grupo político situacionista liderado pelo Prefeito Sergio Rufino (PCdoB), apesar de ofertas milionárias, não conseguiram convencer o ex-prefeito de Ipu e proprietário da Rádio Regional de Ipu, Sávio Pontes, para aceitar a compra da emissora. O ex-gestor de Ipu foi pressionado por ambas as partes, mas as exigências para que o atual grupo de situação que controla a Câmara Municipal aprovasse as suas contas de gestão, fizeram as negociações não evoluírem.

O atual e único grupo de oposição, remanescentes do palanque de Diego Carlos/Sávio Pontes da eleição passada (2012), fechou o negócio com Sávio Pontes nas últimas horas. Liderados pelo Deputado Estadual Sergio Aguiar (PSB) que será o acionista majoritário após a efetivação da compra, o referido grupo terá entre os seus acionistas a Vereadora Efigênia Mororó e o Vice Prefeito de Pires Ferreira, Lanusse.