De
acordo com a Procuradoria-Geral da República, o ministro do
Desenvolvimento, Fernando Pimentel, possivelmente um dos coordenadores
da campanha da presidente Dilma Rousseff à reeleição, desviou cerca de
R$ 5 milhões do município de Belo Horizonte, quando era prefeito.
A Folha de São Paulo,
que teve acesso ao inquérito, mostrou que há uma análise da
contratação, pela prefeitura da capital mineira, da Câmara dos
Dirigentes Lojistas local para implantar um projeto chamado "Olho Vivo" -
instalação de dezenas de câmeras para coibir e monitorar crimes
cometidos no centro da cidade.
"O denunciado
[Pimentel] concorreu ativamente para o desvio de R$ 5 milhões em favor
da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte", acusa o documento,
assinado pelo procurador-geral da República e sua mulher, Roberto
Gurgel e Cláudia Sampaio.
"A denúncia
contém clara e concisa descrição do fato criminoso e dos indícios de
autoria, que permitem com segurança apontar o denunciado como autor dos
delitos", acrescentou a procuradoria.
Resumindo: a
acusação afirma que a ligação com os lojistas foi uma forma simulada de
contratação sem licitação, e que o dinheiro foi para uma
empresa-fantasma.
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